Minha Porto Alegre

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Um anjo na vida da minha anja !


Um anjinho chamado Gabriel, chegou numa manhã friorenta de julho, lá do céu para fazer companhia para uma outra anja que Deus botou na minha vida sob a forma de amiga. Há tantos anos que nos conhecemos e que somos amigas, que nossas vidas se misturam. É a alegria, a tristeza, as conquistas, as derrotas, os medos, as risadas, as lágrimas... Enfim tudo que podemos dividir com um amigo de verdade. E agora esse pequenino, tão cheio de luz e tão amado. Querido bebê, sempre estarás assim, num cantinho especial do coração dessa família que é tua. Embora nem sempre presente, mas sempre te levando no coração !

Eu não acredito em depressão, então porque ?


Na minha primeira sessão de terapia falei: não acredito em depressão. A doença não existe é uma fuga. Muitas sessões se passaram, rios de lágrimas rolaram , vontade de fugir, de sumir´, de não sair mais do consultório e ficar lá falando, falando e deixando tantas portas trancafiadas se abrirem e os monstros escaparem. Não era depressão, eram esse monstrinhos que entram dentro da gente e ficam ali causando feridas e tornando-se pesados fardos. Chega um momento que eles crescem tanto e procriam também que acabamos não tendo espaço para mais nada dentro de nós, só para eles e toda a dor que nos causam. A terapia nos ajuda a abrir as portas e deixar um a um partir. Confesso que no início senti um vazio. O que vou fazer com esse espaço ? Não sei se sei viver sem eles !! E acreditem, mesmo abrindo a porta, muitos não vão embora em definitivo. Ficam na espreita, esperando um leve chamado nosso para voltarem para nossas entranhas.

Chamamos de depressão o nosso medo. Medo de não conseguirmos, de não sermos amados, aprovados, acolhidos, perdoados, escolhidos, protegidos, enfim carregamos a culpa do pecado original. Buscamos a perfeição, somos feitas a imagem e semelhança do mais perfeito que há, mas a culpa nos leva ao medo e o medo no leva a alegria de viver.

Estou aprendendo a me libertar dessa amarra, sei que não poderei voar se as pedras continuarem presas a mim...

Casório



Quantas boas novas: casório, sobrinho, polacos, aniversários de tios queridos, viagens. Êta vidinha movimentada. Agora estou em busca dos modelitos que irão vestir a família trapo no grande dia. Meus meninos na maior estica, gel no cabelo e traje escuro e eu, ai ai, que dúvida cruel ! Ainda não decidi ! Alugar é um desaforo o preço que cobram por um vestido. Comprar agora não penso nisso. Usar um que já tenho ou então descobrir uma costureira boa e rápida que transforme algum das dezenas de tecidos que tenho em um modelito festeiro... Que pena que minhas prendas não incluem costura. Alías esse é um dom que não contemplou nenhuma das mulheres da família há gerações.
Estou envolvida com os preparativos, e adoooooro essa função! Hoje fui com a cunhadinha fazer a prova do vestido, que por sinal é lindíssimo. A senhora que nos atendeu lá na Inês Noivas, a Verinha, é muito querida e hoje, apesar de estar lotado, nos deu o máximo de atenção que podia. O difícil é não mudar de modelo de vestido a cada ida lá na loja, pois a cada volta tem modelos mais lindos. Dá até vontade de casar de novo só pra viver de novo esse momento tão mágico. Isso me fez pensar nas mulheres que não querem casar com essa cerimônia, não aquelas que não podem, mas as que não querem. Me causa estranheza, porque me parece tão encantador... Que romântica que é essa minha pessoa.
Se tiver tempo nessa próxima semana, conto mais. Senão: aguardem as fotos !